Exportações de ovos alcançaram recorde em 2025, com alta de 121%

Exportações de ovos alcançaram recorde em 2025, com alta de 121%

As exportações brasileiras de ovos alcançaram um volume recorde em 2025. Considerando produtos in natura e processados, os embarques totalizaram 40.894 toneladas, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa um crescimento de 121,4% em comparação com 2024, quando foram exportadas 18.469 toneladas. Com o desempenho de 2025, as exportações brasileiras de ovos superaram 1% da produção nacional, patamar que não era ultrapassado há pelo menos uma década. “Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin. A receita obtida com as vendas externas também foi a maior já registrada pelo setor. O faturamento anual somou US$ 97,240 milhões, alta de 147,5% em relação aos US$ 39,282 milhões registrados no ano anterior. Em dezembro, as exportações totalizaram 2.257 toneladas, volume 9,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando os embarques somaram 2.054 toneladas. A receita mensal chegou a US$ 5,110 milhões, crescimento de 18,4% na comparação anual, frente aos US$ 4,317 milhões registrados em dezembro do ano passado. Mercados Os Estados Unidos lideraram o ranking de destinos das exportações brasileiras de ovos em 2025, com um volume acumulado de 19.597 toneladas, mesmo com a desaceleração dos últimos meses em função das tarifas aplicadas pelos EUA. Initial plugin text “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano”, disse Santin. Na sequência aparecem Japão, com 5.375 toneladas, Chile, com 4.124 toneladas, México, com 3.195 toneladas, e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas. Segundo o presidente da entidade, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. O início do ano, marcado pelas altas temperaturas e se aproximando do período de maior demanda da quaresma, deve contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno, segundo a ABPA.