No Dia do Queijo, conheça oito produtos artesanais 100% brasileiros

No Dia do Queijo, conheça oito produtos artesanais 100% brasileiros
Publicidade (AS)
Publicidade (AS)

No Dia do Queijo, celebrado nesta terça-feira (20/1), o Brasil tem bons motivos para comemorar. De Norte a Sul do país, iguarias artesanais conquistaram o selo de Indicação Geográfica (IG), reconhecimento concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A certificação, dividida em Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO), protege a origem, o modo de preparo e a identidade cultural de produtos lácteos que carregam, além de sabores únicos, tradição e segredos de gerações. Conheça abaixo queijos nacionais que representam o Brasil: 1 – Queijo de Autazes Queijo de Autazes Divulgação Produzido em Autazes (AM), município conhecido pela tradição na pecuária, o queijo coalho recebeu o selo IG da espécie Indicação de Procedência em setembro de 2024. Ele é elaborado com leite de vaca ou búfala, tem formato retangular, sabor fresco e levemente salgado e apresenta textura macia e coloração amarelada, quando de origem bovina, ou esbranquiçada, se for produzido com leite bubalino. Conforme o Inpi, a IG amazônica “celebra uma tradição secular na produção de queijo intrinsecamente ligada às peculiaridades geográficas e culturais da região. Autazes adaptou-se ao ambiente fluvial, desenvolvendo um sistema de produção que ficou conhecido por características típicas e locais, garantindo autenticidade”. 2 – Queijo Artesanal Serrano Queijo serrano Aires Mariga/Epagri A Indicação Geográfica de nome “Campos de Cima da Serra” é da espécie Denominação de Origem e não abrange apenas um Estado brasileiro. São 18 municípios de Santa Catarina e 16 do Rio Grande do Sul que podem produzir a iguaria utilizando leite de vaca de raças com aptidão para corte ou de animais cruzados e alimentados em pastagens naturais. O Queijo Serrano apresenta textura compacta e macia, coloração amarelada e sabor ligeiramente ácido, picante e salgado, que varia conforme a quantidade de cloreto de sódio, umidade e grau de maturação. Além disso, o odor é agradável e torna-se mais acentuado com o tempo de maturação, enquanto a crosta é uniforme e de espessura lisa e sem trincas. 3 – Queijo Canastra queijo canastra Canva/Creative Commons A iguaria da espécie Indicação de Procedência registrada pelo Inpi em 2024 só pode ser comercializada com o nome Canastra quando produzida na área que engloba os municípios mineiros de São Roque de Minas, Vargem Bonita, Medeiros, Bambuí, Delfinópolis, Piumhi, Tapiraí e São João Batista do Glória. O queijo é fabricado com leite de vaca cru integral e pode ser encontrado em três tamanhos de formato cilíndrico, plano ou ligeiramente abaulado nas laterais: Queijo da Canastra: 17 centímetros de diâmetro, 7 centímetros de altura e peso entre 900 gramas e 1,3 quilo; Queijo da Canastra Merendeiro: 10 centímetros de diâmetro, 6 centímetros de altura e peso entre 300 e 400 gramas; Queijo da Canastra Real: 28 a 35 centímetros de diâmetro, 10 a 18 centímetros de altura e peso entre 5 e 7 quilos. De casca com crosta fina e manchas e coloração amarelada, o produto ainda tem odor suave que remete à gordura do leite e massa macia e homogênea. Initial plugin text 4 – Queijo do Cerrado Queijo do Cerrado Divulgação/Agência Sebrae O queijo com IG de Indicação de Procedência desde 2023 é produzido com leite de vaca das espécies Bos taurus e Bos indicus em uma área que engloba 19 municípios de Minas Gerais, todos inseridos no bioma Cerrado. Para comercialização, a iguaria de casca amarelada, lisa ou com pequenas texturas, massa consistente e sabor suave e notas amanteigadas ou discretamente picantes é dividida em dois tipos: Padrão: formato cilíndrico, com 15 a 17 centímetros de diâmetro, 7 centímetros de altura e peso de 1 a 1,6 quilo; Merendeiro: também cilíndrico, com 9 centímetros de diâmetro, 7 centímetros de altura e peso entre 300 e 500 gramas. 5 – Colônia Witmarsum Queijo Witmarsum Gilson Abreu/AEN Em 2018, a comunidade rural de colonização alemã localizada em Palmeira (PR) recebeu o selo da espécie Indicação de Procedência pela produção de dois queijos entre os 12 que integram atualmente o cardápio local: o Queijo Colonial e o Queijo com Pimenta-Verde. Ambos são feitos com leite de vaca, passam por maturação de cerca de 25 dias e apresentam sabor suave, textura macia e massa envolta por casca, características que refletem o modo de produção tradicional preservado. “São dois queijos de extrema importância porque são receitas autorais, são receitas nossas, que surgiram depois de muita análise. E ter o IG é um reconhecimento do nosso trabalho, do carinho que colocamos em tudo o que fazemos”, destaca a Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum. 6 – Queijo de Marajó Queijo do Marajó Fernando Sette/CNA Com IG de Indicação de Procedência concedido em 2021, o Queijo de Marajó é produzido na área que abrange Chaves, Cachoeira do Arari, Muaná, Ponta de Pedras, Santa Cruz do Arari, Salvaterra e Soure, municípios localizados na Ilha de Marajó, no Pará. O diferencial está no leite de búfala, que confere identidade e características próprias ao produto. No entanto, conforme estabelece o Inpi, a matéria-prima pode ser exclusivamente de origem bubalina ou resultar da mistura com o bovino, desde que ambos tenham origem na área delimitada. O queijo é comercializado de duas formas: creme e manteiga. A primeira tem como ingredientes obrigatórios o leite de búfala (ou misto), creme de leite e sal. Já a segunda é elaborada com leite de búfala (ou misto), manteiga e sal. 7 – Queijo Minas Artesanal do Serro Queijo Minas Divulgação/Emater Conhecida popularmente na mesa do consumidor brasileiro apenas como Queijo Minas, a iguaria da espécie Indicação de Procedência foi registrada em 2011, após pedido da Associação dos Produtores Artesanais de Queijo do Serro (APAQS). Entre as principais curiosidades destacam-se: A produção com leite de vaca integral é restrita à área que compreende os municípios de Alvorada de Minas, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas e Serro; O formato é cilíndrico e o peso estabelecido entre 700 gramas e 1 quilo; A coloração deve ser branca-amarelada; O sabor apresentado é ligeiramente ácido; O processo de maturação é de, no mínimo, sete dias; Foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural do Brasil e pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. 8 – Queijo Colonial do Sudoeste do Paraná Queijo colonial Carina Pellegrini/Sebrae/PR Com Indicação de Procedência registrada em junho de 2025, a IG abrange uma área de 42 municípios no Sudoeste do Paraná, região onde 20 mil produtores de leite são responsáveis por 1 bilhão de litros da matéria-prima por ano, segundo dados da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (Seab). O queijo artesanal é produzido com leite de vaca, principalmente da raça holandesa, e apresenta diferentes períodos de maturação: 10 ou 15 dias, 20 a 30 dias; 45 dias, 60 dias ou mais de 60 dias. O formato e o peso também são variados, mas, segundo o Inpi, não podem ser alteradas as características de consistência (semidura ou branda/macia), textura (semidura ou branda/macia), sabor (brando e ligeiramente ácido) e odor (ligeiramente ácido, pronunciado de acordo com o grau de maturação).