Preço mundial dos alimentos encerrou 2025 em queda de 2,3%

Preço mundial dos alimentos encerrou 2025 em queda de 2,3%

Seguindo a tendência dos últimos meses, o preço global dos alimentos encerrou 2025 em queda de 2,3%, mostra o Índice de Preços dos Alimentos, calculado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Em dezembro, o índice registrou a quarta baixa mensal consecutiva, recuo de 0,6%, devido à queda dos laticínios, carnes e óleos vegetais. Esses grupos mais que compensaram os aumentos nos preços de cereais e açúcar. De maneira geral, os produtos apresentaram comportamentos distintos na análise mensal e no fechamento do ano. No caso dos lácteos, o índice teve queda de 4,4% em relação a novembro, com baixa para produtos como manteiga e leite em pó. Ao considerar o resultado de 2025, o índice da FAO para os lácteos subiu 13,2%, refletindo os fortes aumentos de preços durante o primeiro semestre do ano. As cotações foram impulsionadas pela forte demanda global e pela oferta limitada para exportação no início do ano. Sobre as carnes, o índice da FAO registrou baixa de 1,3% em dezembro. Os preços caíram em todas as categorias de carne, com as carnes bovina e de aves registrando as maiores quedas. Em 2025 como um todo, o índice da FAO avançou 5,1% em relação a 2024, impulsionado pela forte demanda global e pela elevada incerteza do mercado relacionada a surtos de doenças animais e tensões geopolíticas. No caso dos óleos vegetais, o índice da FAO teve leve queda em dezembro, 0,2%, refletindo as baixas dos óleos de soja, canola e girassol, que mais do que compensaram as cotações mais altas do óleo de palma. Em sentido contrário, no fechamento de 2025, o índice de óleos vegetais avançou 17,1%, a maior elevação em três anos em meio à oferta global restrita. Initial plugin text Pelo lado das altas em dezembro, o destaque no índice da FAO foi o açúcar, com alta de 2,4% após três quedas mensais consecutivas. O aumento em dezembro foi impulsionado pela queda acentuada na produção de açúcar nas principais regiões produtoras do sul do Brasil, refletindo menor moagem de cana-de-açúcar e menor utilização da cana para a produção de açúcar. Já em 2025, o índice da FAO caiu 17%, em meio à ampla disponibilidade do produto para exportação. Por fim, o índice de preços dos cereais avançou 1,7% em dezembro. A organização disse que as preocupações permanentes com o conflito no Mar Negro envolvendo Rússia e Ucrânia deram alguma sustentação para os valores do trigo. Em contrapartida, devido ao desempenho de grandes produtores, o mercado permanece pressionado pela ampla oferta, com a confirmação de grandes safras na Argentina e na Austrália reforçando a tendência de queda. Muito em função desse cenário, ao longo de 2025, o preço dos cereais registrou queda de 4,9%.