ADM fecha 2025 com queda de 40% no lucro líquido

Uma das maiores companhias do agronegócio mundial, a americana ADM encerrou 2025 com lucro líquido de US$ 1,1 bilhão, queda de 40% em relação ao ano anterior. No critério ajustado, o lucro foi de US$ 1,66 bilhão. O principal impacto negativo veio do segmento de Serviços Agrícolas e Oleaginosas, que inclui comercialização de grãos e esmagamento. O lucro operacional do segmento caiu 34% em 2025, para US$ 1,6 bilhão. Segundo a empresa, o lucro operacional do subsegmento de Serviços Agrícolas foi 31% menor no quarto trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado principalmente pela menor atividade de exportação de soja a partir da América do Norte e por efeitos de marcação a mercado. No quarto trimestre, o lucro líquido atribuível à ADM somou US$ 456 milhões, recuo de 20% na comparação anual. O lucro por ação foi de US$ 0,94 no período. Já o lucro ajustado por ação, que exclui itens extraordinários, ficou em US$ 0,87, queda de 24%. "O ano de 2025 foi marcado por um cenário dinâmico do comércio global, e a incerteza persistente em torno da política de biocombustíveis dos Estados Unidos criou um ambiente operacional desafiador para a ADM. Apesar desses ventos contrários externos, as unidades de negócios demonstraram uma resiliência impressionante e avançamos de forma relevante nas áreas que estavam sob nosso controle", afirmou o chairman do conselho e CEO, Juan Luciano. "Seguimos no caminho para alcançar economias totais de custos entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões ao longo dos próximos três a cinco anos, a partir de 2025, e acreditamos que uma maior clareza sobre a política de biocombustíveis, combinada com a evolução do comércio global, deve sustentar um ambiente operacional mais construtivo para nós em 2026", completou o executivo. A companhia também anunciou aumento de 2% no dividendo trimestral, para US$ 0,52 por ação, marcando o 53º ano consecutivo de crescimento na distribuição de dividendos.